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Notícias do Dia – 2

Duas notícias interessantes:

  • Uma pesquisa mostra que memória intuitiva é mais precisa do que a consciente. Clique aqui para ver. Isso significa que, em alguns casos, pensar muito para memorizar pode atrapalhar mais do que ajudar. Esse estudo segue uma outra pesquisa que afirma que decisões intuitivas são melhores do que as conscientes. Clique aqui para ver. A regra geral, por estranho que soe, parecer ser: somos mais inteligentes quando pensamos menos.
  • Pesquisadores mostraram que as mães podem afetar a memória dos filhos. Clique aqui para ver. Mães camundongos que viveram em ambientes com muitos estímulos geraram filhos com melhores memórias do que as mães que viveram em ambientes pobres de estimulação. O estudo também demonstra que não são apenas características hereditárias que passam de pais para filhos. Uma dica, então: para ter filhos inteligentes, leia e estude bastante.

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DSM-V

Já está em processo de desenvolvimento o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais). Clique aqui para ver. Não sabe o que é isso? Clique aqui. Atualmente, o manual está em sua quarta edição (publicada em 2000). É com base no DSM que psiquiatras do MUNDO INTEIRO realizam seus diagnósticos. Um manual dessa importância requer um cuidado delicado para ser desenvolvido. O que é doença e o que não é depende do que está escrito em suas páginas. A quinta edição está sendo criada de maneira sigilosa, evitando a pressão da indústria farmacêutica (que pode se beneficiar muito do DSM: quanto mais doenças, mais remédios; quanto mais remédios, mais lucros).

Alguns críticos do manual afirmam que ele descreve uma quantidade exagerada de doenças. Ao invés de facilitar o processo diagnóstico, tantas nomeclaturas e subdivisões podem prejudicar uma avaliação mais precisa do problema do paciente. Desde a primeira edição, de 1957, até agora, o manual já triplicou a quantidade de doenças mentais. Novas categorias de doença já estão sendo cotadas para fazerem parte do DSM-V, como a compulsão por compras ou por comida. É preciso avaliar se tais compulsões realmente constituem doenças psiquiátricas. O problema, alertam alguns profissionais, é que ainda não há verdadeiros processos de validação das doenças mentais: as pesquisas ainda não mostram objetivamente o que deve ser considerado um problema psiquiátrico, e o que não é. Veja aqui sobre isso.

Por exemplo, no passado machista, desobediência ao marido era considerada uma doença. A expansão do feminismo terminou com esse absurdo. O novo manual, esperamos todos, deve corrigir erros semelhantes a esses. Espera-se também que atualize as descrições dos problemas psiquiátricos, tornando sua identificação mais precisa e mais clara. Não há dúvidas sobre a utilidade do DSM. Mas, como tudo na ciência, é sempre possível melhorar.

Robson Faggiani

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Notícias do Dia – 1

Três descobertas interessantes:

  • Estudo mostra que jovens entre 7 e 14 anos são mais influenciados por exemplos negativos da própria família e exemplos positivos de fora da família. Clique para ver (em inglês). Uma conclusão óbvia: apresente aos seus filhos seu amigos mais estudiosos e trabalhadores.
  • Saiu na Nature Neuroscience uma pesquisa mostrando que pílulas utilizadas para pacientes cardíacos (os beta-bloqueadores) podem reduzir o efeito de memórias produzidas pelo medo. Clique aqui para ver. Isso significa que as pílulas podem ser utilizadas para ajudar clientes com estresse pós-traumático.
  • Pesquisadores identificaram relação entre agressividade na adolescência e vício na internet. Clique aqui para ver (em inglês). É preciso tomar cuidado com as generalizações, porém: a pesquisa relatada mostra apenas uma correlação, o que não significa que a internet aumenta a agressividade e vice-versa: ambos podem ser causa de um outro fenômeno.

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Terapia Comportamental

O QUE É PSICOTERAPIA?

Psicoterapia é uma relação entre um profissional da Psicologia e um cliente, ou entre um profissional e vários clientes com o objetivo de ajudar o cliente a lidar de forma adequada com seu ambiente.

terapiaÉ incorreto afirmar que uma pessoa tem problemas psicológicos ou uma doença da mente. O terapeuta deve olhar para o tipo de situações por quais a pessoa passou e está passando e como está lidando com essas situações. A ênfase do problema não é a pessoa, mas o tipo de relação da pessoa com o que ocorre em seu dia-a-dia. Por isso, o mais correto é dizer que as pessoas podem ter problemas com as maneiras de lidar com o mundo, e não que tem problemas contidos em si ou que está doente.

Terapeuta e cliente pensam juntos em maneiras alternativas de agir e se relacionar com o meio, que façam diminuir o sofrimento e possibilitar satisfação. Durante todo o processo terapêutico, o cliente aprende sobre si mesmo e sobre o mundo em que vive e descobre melhores formas de se portar frente ao que lhe causa desagrado.

A idéia essencial desse tipo de terapia, a terapia comportamental, é a de que tanto as estratégias positivas quanto as negativas utilizadas pelas pessoas são aprendidas. Isso significa ser possível aprender maneiras alternativas de agir. O papel do terapeuta é apenas o de auxiliar o cliente a descobrir o que pode fazer e a perceber como as diferentes situações afetam seu comportamento.

Na terapia comportamental, cada cliente é visto como uma pessoa singular e seu problema é tratado de maneira única. A busca principal é pelo o auto-conhecimento e auto-controle. Os terapeutas comportamentais acreditam que a partir do momento em que o cliente se torna capaz de entender seu ambiente e seu modo de agir nesse ambiente, torna-se capaz de lidar com novas dificuldades que venha a enfrentar.

A Equipe Psicologia e Ciência atende clientes individuais, grupos com dificuldades específicas, casais e famílias.

COM QUE TIPOS DE PROBLEMAS O TERAPEUTA TRABALHA?

Virtualmente, a Psicologia pode lidar com qualquer problema de comportamento. A abordagem funcional da terapia comportamental é indicada para melhorar qualquer tipo de relação pessoa-pessoa ou pessoa-ambiente. No entanto, há problemas de comportamento que aparecem por causa de disfunções orgânicas e, nesses casos, acompanhamento psquiátrico é recomendado. O psiquiatra é um médico especializado em problemas de comportamento de causa orgânica e tem o conhecimento para prescrever remédios, o que não pode ser feito por psicólogos.

Para contratar ou saber mais sobre os serviços, entre em contato com a Equipe Psicologia e Ciência.

Leia a Série sobre Terapia Comportamental.

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Os Desafios da Terapia e FAP

Neste início de semestre estou lendo um livro bastante útil sobre a prática clínica. Trata-se de “Os Desafios da Terapia” de Irvin Yalom. É um livro recheado de dicas sobre como lidar com o cliente no processo terapêutico.

A linha do autor é a Psicanálise. No entanto, o livro deve agradar a gregos e troianos. O autor sabiamente optou por não focar em teoria, e sim no relacionamento humano que ocorre nas sessões. Muitas dicas me lembraram o livro Psicoterapia analítica-funcional (de abordagem comportamental), de Kohlenberg e Tsai.

Leia o artigo inteiro.

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Crianças não fazem os pais felizes

Think having children will make you happy?

Think again, suggests Nattavudh Powdthavee – you’re experiencing a focusing illusion

Pages: 308-311

SEGUE UMA TRADUÇÃO REALIZADA POR FERRAMENTAS DE IDIOMA. SÃO TRADUÇÕES INVARIAVELMENTE ERRADAS.

Tal como muitos outros jovens casais nossa idade, a minha namorada de longo prazo e eu estamos pensando em começar uma família de nossos próprios. Duas coisas estão neste momento na nossa lista de afazeres. O primeiro é para casar. Ea segunda é ter dois filhos, espera um menino e uma menina. Até agora, o caso para o casamento está bom – há um enorme sucesso na felicidade para ambos os marido e mulher no ano de casamento que tende a durar muitos anos depois (ver, por exemplo, Lucas et al., 2003). O caso de ter filhos, por outro lado, não parece tão maravilhoso.

Ao longo das últimas décadas, cientistas sociais como eu ter encontrado evidências consistentes de que existe uma quase zero associação entre ter filhos e felicidade. Minha análise no Journal of Socio-Economia (Powdthavee, 2008) é um exemplo recente britânicos dos pais e não os pais relatando os mesmos níveis de vida satisfatório, em média.

Mas os avisos de futuros pais são ainda mais forte do que “não vai fazer você feliz”. Usando conjuntos de dados provenientes da Europa e da América, muitos estudiosos têm encontrado algumas evidências de que, em conjunto, os pais muitas vezes relatório estatisticamente significativa redução dos níveis da felicidade (Alesina et al., 2004), satisfação vida (Di Tella et al., 2003), conjugal satisfação (Twenge et al., 2003), e bem-estar mental (Clark & Oswald, 2002) em comparação com os não-pais.

Há também evidências de que as tensões associadas com paternidade não são apenas limitada ao período durante o qual as crianças são fisicamente e economicamente dependente. Por exemplo, Glenn e McLanahan (1981) encontraram os mais antigos pais cujas crianças têm deixado casa relatório da mesma felicidade ou ligeiramente menos que os não-pais de mesma idade e estado. Assim, estes resultados sugerem que é algo muito controverso – que ter filhos não traz alegria para nossas vidas.

A focalização ilusão
No entanto, o mais surpreendente sobre toda a história não é o fato de que vamos continuar encontrando um negativo ou uma associação estatisticamente significativa entre ter filhos e diferentes medidas de bem-estar. Durante mais de duas décadas, fomos capazes de explicar a razão pela qual paternidade pode ser especialmente estressante, bem como gratificante. McLanahan e Adams (1989), por exemplo, constataram que os pais com filhos em casa gastar uma quantidade significativa de tempo se preocupar com seus filhos e sentir menos eficazes como adultos – algo que não os pais não têm a experiência. Sabemos isso. Todos sabemos que ser mãe é realmente um trabalho árduo. Portanto, o mais surpreendente sobre os resultados que descrevi acima é que encontrá-los surpreendente!

Existe uma crença generalizada em todas as culturas humanas que as crianças trazem felicidade. Quando as pessoas são convidadas a reflectir sobre paternidade – ou imaginando futuros descendentes ou pensando em seus atuais – elas tendem a evocar imagens de bebês saudáveis, lindo lindo de morrer rapazes ou raparigas que são flawless em todos os sentidos. Este é o caso mesmo quando os futuros pais sabem que criar um filho será painstakingly difícil, pois eles tendem a pensar muito felizes sobre maternidade e paternidade, e é por isso que a maioria deles acabou salto para ele.

Porque é que temos uma tal visão optimista sobre paternidade? Uma possível explicação para isso, de acordo com Daniel Gilbert (2006), é que a crença de que “as crianças trazer felicidade” transmite muito própria com mais sucesso de geração em geração que a crença de que “as crianças trazem miséria”. O fenômeno, que diz Gilbert é um “super-replicador”, pode ser explicado pelo fato de que mais pessoas que acreditam que não há alegria na paternidade – e que, portanto, parar com eles – é pouco provável que sejam capazes de passar as suas convicções muito mais para além da sua própria geração. É um pouco como Darwin da teoria da sobrevivência do mais forte. Apenas a crença de que tem a melhor chance de transmissão – mesmo que seja um defeito um – serão repercutidos.

Gilbert da teoria evolucionária de super-replicators não é apenas maravilhosamente crafted, mas também altamente convincente. Sua única falha vem sob a forma de testability. Como é que vamos testar sua idéia quando é improvável que a mostrar-se no bem-estar de dados?

Embora possamos não ser capazes de testar a teoria Gilbert directamente, poderemos ser capazes de testar as suas implicações em outra teoria que é empiricamente testável. De acordo com Daniel Kahneman e David Schkade, parte do problema com declarou preferências, ou qualquer juízo requerendo a comparação de duas ou mais alternativas, é que eles sofrem inerentes focalizando ilusão, melhor captada no maxim “Nada na vida é tão importante como você acha que é ao mesmo tempo que você está pensando nisso “. Quando perguntado para predizer se californianos ou Mid-ocidentais seria mais feliz, os inquiridos na Califórnia e do Centro-Oeste apontam que tanto os antigos seriam mais felizes quando, na verdade, não houve diferença (Schkade & Kahneman, 1998). A razão para esta discrepância parece óbvia: Califórnia e do Centro-Oeste diferem principalmente em termos das suas condições atmosféricas, que são marcantes em uma avaliação conjunta de ambos os lugares, mas não salientes em uma avaliação separada de viver em um lugar.

Para imaginar o que poderia ser similar a ser uma mãe ou um pai para os nossos filhos, não é muito diferente para imaginar o que poderia ser como a viver na Califórnia. Não são susceptíveis de se concentrar mais da nossa atenção sobre as coisas boas sobre ser uma mãe e não tanto sobre as coisas ruins sobre ser uma mãe, talvez devido à crença de que as crianças trazem felicidade. O que isto significa é que a teoria é que são susceptíveis de se tornarem mais felizes com a nossa vida – e isso será muito mais do que o habitual devido à focalização ilusão – o momento em que descobrir o que estamos prestes a tornar-se um dos progenitores, o que poderia ser até nove meses antes do nascimento do nosso filho. Realidade (por exemplo, mais tempo gasto mudar fraldas sujas do que vê-los sorrir pela primeira vez), provavelmente, no chute, no entanto, quase tão rapidamente quanto nós ou os nossos parceiros para dar à luz o nosso filho, o que levará a uma queda considerável no bem-estar posteriormente.

Embora não tenha sido escrito originalmente com o objectivo de testar os efeitos de ilusão incidindo sobre a felicidade em mente, Clark e colegas (2008) fez exatamente isso. Em seu seminal trabalho que analisa a longo prazo em toda a dinâmica da vida satisfação mudanças em diferentes eventos da vida, eles descobriram que existe um aumento significativo na vida satisfação de ambos os machos e as fêmeas um ano antes do nascimento de seu filho – que também está presente no ano de nascimento da criança – além do zero antes de cair dentro de um ano da nova chegada. Ambos os machos e fêmeas, em seguida, vá para a infelicidade experiência significativa para os próximos quatro anos antes de ser “apenas” sobre o conteúdo paternidade – tornam-se nada menos felizes do que quando eles eram filhos todos esses anos atrás.

Os altos e baixos
Então, porquê fazer experiências negativas de ser alguém da mãe superam os aspectos positivos? Sim – você pode encontrar a pensar – se uma empresa-mãe é realmente um trabalho árduo, mas, certamente, deve haver algumas experiências positivas que vêm com ele, para compensar todos aqueles negativos também! Na verdade, gostaria de comprar os resultados que mostraram associação estatisticamente significativa entre a felicidade ea paternidade, mas acho difícil de aceitar as conclusões a que as crianças só trazer miséria global. Isto é simplesmente porque eu (juntamente com a maioria das pessoas) acreditam que
todos os pais fazem uma experiência 50:50 rácio de coisas positivas e negativas sobre a criar um filho. Vendo o meu primeiro sorriso-nascido pela primeira vez faria mais do que suficiente para compensar qualquer estresse que poderia trazer-me sob a forma de fraldas sujas e constante choroso – mesmo no caso de experiência é raro que os segundos. Em outras palavras, não deve ser o bem-estar atingido a partir de uma qualidade superior, mas menos freqüente experiência com os nossos filhos ser superior – ou, pelo menos, igual a – o pequeno, mas mais frequentes que o aumento da miséria as crianças podem trazer?

Mais uma vez, a ideia de concentrar a ilusão ea forma como nós normalmente afectar a nossa atenção para coisas diferentes na vida podem ajudar a explicar isso. Por exemplo, temos tendência a acreditar que o raro, mas experiências significativas – tais como ver os nossos filhos sorrir pela primeira vez, ou que obtenham um diploma de universidade ou casar – nos daria aumentos maciços na nossa felicidade. E eles fazem, mas estas aumenta no bem-estar, muitas vezes para a nossa surpresa, tendem a não durar muito tempo. Uma explicação para esta situação reside na natureza dessas experiências. Quantas vezes pensamos sobre estas raras experiências significativas, mas no dia-a-dia, isto é, se não levou a pensar sobre eles? É, se você quiser, como ganhar uma loteria. Não pode ser incrivelmente feliz em primeira, se sairmos vitoriosos 1000000 £ da Lotaria Nacional. Mas logo que o dinheiro vai entrar na nossa conta bancária ou em nossos outros gastos extravagantes sprees nas formas de carros ou um belo casarão no país, a maioria dos quais, depois de ter com ele, não gastar muito tempo pensando sobre a vida quotidiana (ver, por exemplo, Kahneman et al., 2006). No entanto, devido à experiência de ganhar na loteria é tão marcantes para nós – talvez em parte porque essa é um evento raro – se nós somos convidados a pensar sobre isso novamente, estamos provavelmente a exagerar o valor que ela traz.

É, por outro lado, muito mais provável que nós, como pais, acabam por gastar uma parte importante do nosso tempo para assistir o cerne do processo de cuidados infantis, como ‘Eu vou ser capaz de ir buscar o David de sua escola no tempo? “ou” Como faço para parar de chorar Sarah? “A maioria dessas experiências negativas são muito menos salientes do que as experiências positivas que temos com nossos filhos, o que provavelmente é por isso que temos tendência a não pensar sobre elas, quando solicitado com uma questão de saber se ou não as crianças nos trazem felicidade. No entanto, é mais freqüente, mas essas pequenas experiências negativas, e não a menos freqüente, mas experiências significativas, que ocupam a maior parte da nossa atenção em um dia. Deveria, portanto, chegar a nenhuma surpresa para nós que estas experiências negativas que vêm com a maternidade vai aparecer muito mais frequentemente em nossas experiências subjetivas, incluindo a felicidade ea satisfação vida, do que são atividades que, embora gratificante, relativamente rara.

Uma confortável ilusão?
Estas conclusões são, obviamente, extremamente deprimente. Mas talvez eles representam algo que sei lá no fundo, para ser verdade: Raising crianças é provavelmente o mais difícil e os dullest de emprego em todo o mundo. Mas o que se não ceder a este confortável ilusão? E se todos nós decidimos um dia – para o bem da nossa própria felicidade pessoal – para não ter filhos mais alguma? Em seguida, as chances são de que o futuro vai parar na nossa geração, que talvez seja a pior para além do nosso entendimento.

Existem ainda muitas questões por responder. Por exemplo, dado que as conclusões acima referidas são tomadas com base em conjuntos de dados provenientes de países desenvolvidos com uma cultura bastante homogénea, poderia ser possível que a dinâmica do bem-estar observadas antes e depois de ter um filho – como mostrado na Clark et al. (2008) – vai ser diferente em outras culturas, como a do chinês e latino-americanos? Será que a dinâmica variam significativamente de acordo com o sexo e a ordem de nascimento da criança, por exemplo, a concentração irá ilusão continua a existir se os pais sabem o sexo do seu bebé antes, ou se é o seu segundo ou terceiro filho?

O que acontece se a criança não é dos pais, sexo preferido? Qual é o número ideal de filhos que maximizar os pais “bem-estar? Um lote é necessária mais investigação nesta área.

No momento, porém, estou bastante confortável com um tal ilusão. Mas isso é só porque eu tenho ainda uma outra preocupação que, embora muito mais heterodoxo do que se as crianças trazer felicidade, exige toda a minha atenção o mesmo. Isto é, qual seria a melhor forma de pedir a minha namorada para o pai de sua filha em casamento a mão, sem a possibilidade de lhe dizer não? Tudo o resto, neste momento, é apenas de segunda ordem para mim.

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Respostas às perguntas dos leitores – 2

Desculpem a ausência do site. Estive lidando com novidades no trabalho que me tomaram muito tempo. Não vai ser possível voltar integralmente a escrever, mas decidi vir responder a algumas perguntas dos leitores.

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Minha filha tem dificuldade na fala e linguagem , passou na neuropediatra mas fez apenas exames de sangue ,nada foi feito mais profundo ,faz fonodióloga e fez 2 sessoes com um psicóloga que inclusive disse estar preocupada com a Nicoli por ela não compreender e não se interressar pelo ambiente externo. Mas Ela é muito inteligente ,brinca sozinha, fala palavras aleatórias ,mas parece ter outro mundo, ela tem 4 anos e desde o 1 ano percebi algo diferente ,e acho estranho ela ter passado com tantos médicos e nenhum a não ser agora a psicóloga indentifique o autismo , nem na creche  conseguem intender o que ela fala ,somente palavras de ordem simples ,se quer agua ,fala  mãe- agua ,mae -mama vai direto no que quer e sempre aponta ,gosta de cantar aprender com facilidade letras de musicas e monta quebra cabeça, mas confunde cores e não fala nomes dos objetos somente alguns mais fáceis, se pergunta apontando para o fogão e pergunta ela finge que não esta entendendo..Se pergunto o que esta fazendo diz:nada e completa com palavras desordenadas.. Obrigada pela atenção. Daniela.

Daniela, é dificíl dar um diagnóstico baseado em tão poucas informações. O melhor que você pode fazer é levá-la a um psiquiatra e a um psicólogo. No caso de psicólogos, sugiro procurar profissionais de orientação analítico-comportamental, pois eles têm tido bastante sucesso em seu trabalho. Um abraço. Robson.

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Como o cliente pode escolher o psicólogo(a) diante de tantas abordagens? Alice.

É uma excelente questão, Alice. Acredito que a escolha dependa, principalmente, de dois fatores: sua visão de mundo e “personalidade”. Existem abordagens mais científicas, outras mais filosóficas e outras tantas que ficam no meio entre elas. Depois de decidir qual dessas visões prefere, você procurará e conhecerá o terapeuta. Nesse ponto, a qualidade da relação terapêutica não vai depender tanto da abordagem, mas do quanto as características do terapeuta são afins com a sua. De todo modo, encontrei este site que pode lhe ajudar. Um abraço. Robson.

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A leitora Rosimary quer saber como faz para se abrir com o psicólogo.

Rosimary, se você não está conseguindo falar o que sente para seu psicólogo, duas coisas podem estar acontecendo. Primeira, talvez você ainda não confie nele, ou nunca confiou. Segunda, o assunto é difícil demais para você. No caso de o problema estar dentro da primeira alternativa, o melhor a fazer é conversar com o seu terapeuta sobre a falta de confiança que você tem nele; a conversa que virá será um bom indicativo sobre o que você deve fazer: continuar ou procurar outro terapeuta. No caso de o problema ser o assunto difícil, você deve entender o seu “branco” como natural. Pense sempre que é necessário falar de suas dificuldades, mas não cobre de você mesmo tudo de uma vez. Um abraço. Robson.

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Espero ter ajudado.

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Respostas às perguntas dos leitores – 1

Essa semana, dois leitores fizeram perguntas. Aqui vão os questionamentos e as respostas:

A Fabrizia perguntou “Por que os psicólogos não tiram o sentimento de culpa do cliente?”

Fabrizia, a sua pergunta não permite muitas análises. Vou tentar responder, ainda assim. O trabalho do psicólogo não é mudar o sentimento de culpa do cliente, mas sim analisar o evento que gerou a culpa e ensinar o cliente novas maneiras de perceber esse evento. Se o cliente for capaz de compreender porque agiu de forma a se arrepender, ou porque assumiu a culpa por algo que não fez, o sentimento ruim deve desaparecer. Ou seja, psicólogo “tira sentimento de culpa” sim, mas não de forma imediata.

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A Adriana perguntou “Tratamento gratuito em Niterói. Onde encontrar?”

Adriana, eu nunca estive no Rio de Janeiro. A experiência me diz, no entanto, que universidades públicas e particulares que possuem curso de Psicologia, geralmente contam com uma clínica-escola, onde é possível encontrar atendimento gratuito. Pelo que pude perceber, existe aí na cidade a Universidade Federal Fluminense. Eu começaria procurando por ali.

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Muito obrigado pelas participações. Espero ter ajudado.

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Falsas memórias – parte 2

No primeiro texto dessa série, vimos alguns casos estupendos de falsa memória. Faltou, no entanto, comentar como um psicólogo, psicanalista, ou psiquiatra, pode implantar essas lembranças em seus clientes. Neste novo texto, será apresentada uma pesquisa mostrando a criação de falsas memórias. A facilidade com que lembranças de eventos passados dos participantes foram manipuladas é um alerta para o poder da terapia e para a responsabilidade do terapeuta. Para ser um bom profissinal não é necessário apenas conhecimento profundo do comportamento humano, mas também ética no trabalho a ser realizado.

O relato de pesquisa original pode ser lido aqui. Abaixo, segue um resumo.

Um questionário sobre eventos da infância foi aplicado em 159 possíveis participantes da pesquisa. Eles deviam analisar os itens do questionário e afirmar quais daqueles eventos haviam ocorrido com eles em sua infância; além disso, era requisitado que descrevessem quão certos sobre a ocorrência ou não daqueles eventos. Dois itens eram os mais importantes para a pesquisa: “fui provocado por um valentão” e “perdi-me em um lugar público por mais de 1 hora”. Apenas os 72 sujeitos que responderam estar certos de que não foram foram provocados nem haviam se perdido passaram para a segunda fase do experimento.

Duas semanas depois, começou a segunda fase. Os 72 participantes foram divididos em 2 grupos. O grupo 1 (experimental) passou por um estágio de interpretação de sonhos. Os sujeitos se encontraram com um terapeuta e lhe narraram dois ou três sonhos. Independentemente do conteúdo dos sonhos, a interpretação dos terapeutas era sempre a mesma. Diziam aos participantes que aqueles sonhos provavelmente indicavam que eles haviam sido provocados por um valentão ou se perdido em um lugar público. O grupo 2 (controle) não passou por interpretações de sonhos.

Mais duas semanas depois, finalmente, os participantes dos dois grupos voltaram a responder o questionário sobre eventos da infância. Metade dos participantes do grupo 1, cujos sonhos foram interpretados, modificaram suas respostas, passando a afirmar que haviam se perdido ou haviam sido provocados por um valentão. Poucos participantes do grupo 2 modificaram suas respostas.

O resultado desse experimento indica que apenas um dia de interpretação de sonhos pode produzir mudanças na memória dos indivíduos. O efeito é ainda mais impressionante por ter surgido de uma relação terapeuta-cliente de apenas um dia. Em relações terapêuticas reais, em que já há confiança e respeito mútuos, a capacidade de influência do terapeuta deve ser significativamente maior.

A facilidade em criar novas memórias mostra a responsabilidade do psicólogo, tanto enquanto modificador do comportamento, quanto como profissional ético. A influência exercida sobre as lembranças do cliente deve ser observada com muito cuidado, levando em conta as implicações da criação de lembranças falsas. As interpretações de sonhos, ou descrições do comportamento do cliente, requerem cautela. Idealmente, interpretações deveriam ser feitas apenas se muitas informações sobre o cliente estivessem disponíveis e pudessem ser confirmadas.

O maior problema das memórias é a dificuldade em identificar se são falsas ou verdadeiras. Esse problema é parcialmente resolvido pela idéia de que nenhuma lembranças é precisa: nossas relações atuais muito provavelmente modificam o modo como nos recordamos de eventos passados. Essa teórica onipresença da deturpação da memória pode ser um ponto de apoio para alguns terapeutas afirmarem que suas práticas não devem sofrer alterações. É um pensamento errado. Modificar uma memória é como modificar uma opinião, uma crença, e psicólogos não têm o direito legal de fazer isso. Portanto, os dados sobre falsas memórias têm, sim, implicações para a terapia.

Ainda não há resoluções legais sobre falsas memórias. Não creio que haverá em breve. Isso não deve impedir os profissionais a atentarem e tomarem cuidados com sua prática clínica.

Robson Faggiani

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Vacina psicológica

O princípio das vacinas é muito interessante. Injeta-se no paciente agentes patogênicos ou toxinas, previamente enfraquecidos, causadores da doença que se quer prevenir; esses agentes enfraquecidos são, então, facilmente combatidos pelo sistema imunológico do indivíduo, que passa a produzir anticorpos que o protegem da doença real. Em outras palavras,  ficar doente em nível reduzido prepara o organismo para enfrentar a doença em nível perigoso. Esse princípio é aplicável à psicologia? É possível prevenir problemas psicológicos graves se o enfrentarmos em níveis menores?

A resposta parecer ser “sim” para ambas as perguntas. Há algumas evidências empíricas, outras teóricas, de que é possível “vacinar” o comportamento humano:

  1. Independentemente da abordagem, psicólogos concordam em um fato: crianças mimadas, que não precisam se esforçar para obterem o que desejam, tornam-se adultos sem limites e despreparados para lidar com as frustrações. Estabelecer normas adequadas conduz as pessoas a se tornarem respeitosas e funciona como uma “vacina” contra baixa auto-confiança.
  2. As afirmações acima são suportadas por um dado interessante: países ricos costumam ter altas taxas de suicídio em sua população jovem. Com freqüência, esses dados são interpretados como resultados de uma vida sem dificuldades, em que a persistência e a resistência à frustração não são treinadas nos jovens.
  3. Na literatura da Psicologia Social sobre persuasão, comenta-se que uma das formas de tornar alguém resistente à manipulação é treiná-la a responder a críticas mais leves do que ela ouviria em uma situação de persuasão real.
  4. Seligman, estudando desamparo aprendido (um fenômeno psicológico irmão da depressão) em cachorros, descobriu que animais cujas histórias de vida envolviam escapar com sucesso de situações aversivas tornavam-se mais resistentes à depressão. Esses resultados foram replicados com humanos.
  5. A polícia e o exército colocam seus cadetes em situação de estresse. A idéia é prepará-los para enfrentar situações tensas com as quais deverão lidar futuramente.

O que há em comum entre os exemplos acima é a aprendizagem. Lidar dificuldades menores hoje ensina a lidar com dificuldades maiores futuras. Se os exemplos acima estiverem corretos e puderem ser generalizados para outros comportamentos-problema, talvez seja necessário rever o modo como criamos nossos filhos e cuidamos de nós mesmos… Vale a pena explorar a metáfora da “vacina psicológica”.

Basicamente, o que essa metáfora nos diz é que devemos preparar as crianças, desde cedo, para enfrentarem possíveis problemas comportamentais. Isso pode ser feito permitindo que nossos filhos lidem com dificuldades psicológicas em nível reduzido. É preciso tomar cuidado com essa sugestão, no entanto. Não é trabalho dos pais estabelecer propositadamente dificuldades aos filhos, e sim ensiná-los a lidar com eventuais problemas cotidianos.

Um meio termo é necessário. Crianças mimadas, pouco estimuladas e pouco desafiadas provavelmente se tornarão adultos despreparados para a vida moderna e mais suscetíveis a problemas psicológicos. Por sua vez, níveis altos de estresse e abandono na infância produzem adultos sem auto-estima e com propensão a desenvolver psicopatologias. O melhor caminho é ser carinhoso e protetor, mas possibilitar que os filhos lidem com níveis cada vez maiores de frustração.

Não é possível afirmar que o princípio biológico da vacina é idêntico ao processo de preparação psicológica descrito acima. Ainda assim, a metáfora da “vacina psicológica” parece apropriada para descrever tal processo.

Robson Brino Faggiani

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